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  1. História de Amor

    25/04/2008

    por Medéia


    Alma resplandecente
    Levada à loucura
    Traz à sua fissura
    Uma deusa decadente

    E a dama que ali espera
    Em sacrifício de morte
    Aguarda a sua sorte
    Na pedra em forma de pêra

    O jovem deus sincero
    Que passa e ali a vê
    Apaixona-se sem ter por quê
    E lhe tira as mãos do ferro

    Decide então ela ter
    E a leva como amante
    Um amor que inicia brilhante
    Mas que ela não pode ver

    Não pode sua boca beijar
    Nem mesmo seus olhos ver
    É o mesmo que não ter
    Esperança no olhar

    O ciúme então insano
    Das mentes familiares
    Chega a ela então em pares
    E causa ao amor o dano

    Corpos nus que se encontram
    Abraçam-se trocando prazer
    Na cama quente quer ter
    No escuro eles se mostram

    A chama acesa da vela
    Quando o sono a ele vem
    É tudo que ela tem
    Para clarear sua tela

    Em inocência a descansar
    O deus saciado de amor
    Da cera lhe vem à dor
    De um pingo a pele a tocar

    No despertar que se dá
    Olhos toldos de emoção
    Apertam-lhe o coração
    Do horror e da dúvida

    Seu amor em traição
    Chora por ver-lhe belo
    Mas está quebrado o elo
    E volta não há mais não

    A dama se entristece
    E vaga pelo mundo
    Não leva nem um segundo
    Destino de morte tece

    Arrependido ele sofre
    E busca então a ela
    Não encontrando sua bela
    Vai em busca do deus da morte

    Deus de vida, pai, consorte
    Traz de volta seu amor
    Agora não tem mais dor
    Nem mesmo tem mais morte

    Viver com intensidade
    Amar com muito encanto
    Sem roupas sem pranto
    Entre os corpos apenas a verdade

    Línguas se buscam
    E se encontram
    No amor de Eros e Psiquê

    ---

    Peço desculpas a todos por demorar a postar, mas em uma quinzena atípica não pude me dedicar ao tema como gostaria. Mesmo assim quero escrever e gostaria de ter os comentários de todos.

    Obrigada a todas as meninas da Incubadora Literária

    Medéia


  2. 6 comentários:

    1. Cris Costa disse...

      Medéia, este desafio foi bem interessante.
      Nós três (eu, Vivi e Rê) escrevemos em primeira pessoa.
      Eu e Você lembramos do Eros e Psique.
      Parabéns!!!
      Você fez uma poesia linda!!
      E ainda disse que tinha uma invejinha da Vivi???!!!

      Bjs

    2. Vivi disse...

      Quebraste a maldição da primeira pessoa. ;D

      "Sem roupas, sem prantos
      Entre os corpos apenas verdade".

      Será que a verdade me contaria que o que acontece na Câmara de Eros e Psiquê?

      Beijos

    3. Pacheco disse...

      Parabens pela poesia, prefiro contos...mas nessa disputa sua criação foi melhor!
      Meu voto vai para Hist´ria de amor - por medéia

    4. pelo visto eros e psiquê sao o casal 20 dessa rodada... Gostei :)

    5. disse...

      Parabéns, Medéia!!Assim como eu, você foi de poesia. Me chamou a atenção o verso: "Corpos nus que se encontram. Abracam-se trocando prazer. Na cama quente quer ter.No escuro eles se mostram."

      Embora o amor seja o elemento principal da sua produção, o apelo erótico se fez presente.

    6. Maria Teresa disse...

      Foi interessante!
      Um esconde e mostra de Eros.
      Mas acho mesmo que o título não caiu bem.
      Podia ser algo como
      "Na cama com Eros"... ehehe
      Brincadeirinha.
      Gostei das partes eróticas, podia ser mais "quente", não acha?