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    Mostrando postagens com marcador Tema XXVI - Letra de Música. Mostrar todas as postagens
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  1. Votação Encerrada

    15/06/2009

    Então, cantando a vida de Jane, Vivi ficou com mais um Desafio!

    Parabéns Vivi!

    E você, leitor, aguarde a próxima rodada...

  2. Por: Cris Costa

    Você me faz tão bem
    Você me faz, você me faz tão bem
    Você me faz, você me faz tão bem
    Você me faz, você me faz tão bem


    Na van tocava essa música incrível dos Detonautas, quando cheguei na faculdade naquela terça-feira. Chovia muito, mas era época de provas, não tinha como faltar. Pilico, nosso motorista fez a gentileza de parar distante da entrada, ainda bem que a chuva tinha diminuído. Estava na escada da entrada quando algo bateu em mim. Ao olhar para baixo, vi uma garota de cabelos loiros e curtos, agarrada a um envelope pardo imenso de olhos fechados. Ela era linda. Gritos e gargalharam explodiram ao redor. Peguei em sua mão e ela foi abrindo os olhos aos poucos.

    - Nossa! Hoje é meu dia de sorte! Está chovendo mulher aos meus pés. Sou Téo, você está bem??? – vomitei as palavras sem pensar, afinal ela tinha realmente caído aos meus pés e nem sei de onde – Tudo bem??
    - Tudo bem...me desculpe...te machuquei? – ela disse agarrando minha mão com a sua mão muito fria – Que vergonha! Tinha que acontecer comigo... – ela me olhava como se buscasse algo – Ah! perdão...sou Guilhermina.
    Você me fez sentir de novo o que eu
    Já não me importava mais
    Você me faz tão bem
    Você me faz, você me faz tão bem


    Três anos depois nos casamos. Eu tinha acabado de me tornar sócio em um grande escritório de arquitetura. Ela se formou em psicologia e trabalhou em uma clínica até ficar grávida de nosso primeiro filho. Engraçado como lembrar do dia em que soube da gravidez, me faz sorrir. Acompanhei Gui em todas suas consultas médicas e no terceiro ultrassom soubemos do sexo do bebê. Parecia que o “tum tum” do coraçãozinho dele iria me fazer explodir – um menino. Foi um drama escolher o nome, mas chegamos a um acordo – “Ok, Gui você venceu, eu te amo!” – Cruz Feres.

    Nossa vida financeira estava melhorando rapidamente, meus trabalhos sendo reconhecido mundialmente. Consegui um grande projeto no Chile e outro na Síria. Nesta época, Guilhermina descobriu que estava grávida de nosso segundo filho. Os três meses na Síria foram um inferno. Voltei a tempo de acompanhar o último mês da gestação. Desta vez eu escolhi o nome Maya.

    Um ano depois, comprei um sítio e era nosso deleite passar os finais de semana lá. As crianças adoravam. Mudamos do apartamento para uma casa, cada criança tinha um quarto próprio. Em contrapartida passei a estar mais ausente na vida deles.
    - Téo, você não foi na festa da escola...o que aconteceu? – disse Guilermina assim que cheguei em casa.
    - Gui, a reunião se prolongou...ficamos o dia todo com os clientes –respondi com pesar, pois tinha me esquecido completamente da festa de Cruz.
    - Téo era a festa do Dia dos Pais – falou ela fuzilando – e seu filho não tinha um pai...que bonito...que beleza...que grande exemplo pra ele.
    - Você está sendo cruel...Não faltei porque quis, tinha compromissos a serem cumpridos – respondi me exaltando também – acha que vida vida se resume a construir casinhas de papelão...pois saiba que não...são grandes projetos – ela me olhava com tanta raiva, ela não estava sendo justa comigo– que sustentam esta casa! - falei tudo sem pensar, estava exausto e não esperava que Gui me reprovasse tanto.
    - Você é incrível Téo Feres – os olhos dela lacrimejavam – às vezes não sei mais quem é você! – disse ela saindo da sala em direção à cozinha.

    Ela estava na pia, tão linda quanto o dia em que caiu aos meus pés. Ela era irremediavelmente a razão da minha vida. Meu ratinho encrenqueiro. Abracei-a e beijei seu rosto. Ela ainda chorava. Guilhermina era o meu porto seguro, quando ela sorria não havia nada mais belo no mundo. Na verdade eu só queria a sua felicidade, fazia de tudo para não magoá-la.

    Apesar de magoá-la ultimamente com frequencia, ela sempre me perdoava. Depois de discutirmos e fazermos as pazes, ela me convenceu a passar o final de semana no sítio. O que não faço por essa mulher. Confesso que às vezes quero esganá-la, mas logo em seguida quero fazer amor com ela. “Oh! Vida dura!”.

    Não tenha medo
    Não tenha medo desse amor
    Não faz sentido
    Não faz sentido não mudar
    Esse amor

    Foi um final de semana incrível, nos divertimos muito. A partir desse dia, começaria a valorizar mais minha família, passar mais tempo com eles. Eu os amava demais e precisava mudar. Estava chovendo, e Gui estava tão feliz que parecia brilhar, era meu anjo particular. Eu estava tranquilo pois minha família estava feliz. Cruz e Maya cantavam e riam alto com Guilhermina. Ela queria que eles devolvessem o cd do Jonnhy Rivers. “Téo! faça alguma coisa.”. Fiz o que estava ao meu alcance e cantarolei Do you wanna dance?. Ela me olhou, sorriu e beijou minha mão. Aquela era a minha imagem do paraíso.
    Vi o ônibus vindo em nossa direção, tinha outro carro atravessado na pista, piscando suas luzes e buzinando. Não tínhamos para onde ir, a pista estava escorregadia. Só consegui gritar “Cuidado, vamos bater...”. Gui e as crianças tentaram se proteger.

    Sinto que a mão de Guilhermina está junto à minha. Vozes se aproximam. Não sinto dor, aliás não sinto o meu corpo. Não consigo ver as crianças. Estou preso nas ferragens e Gui está ao meu lado. Ouço vozes e sons de metal. Vejo um bombeiro tentando liberá-la das ferragens e solto sua mão fria.

    - Ela está viva! – ouço uma voz dizer eufórica – Ela está viva!

    Sinto frio. Sinto alegria. Sinto gosto de sangue em minha boca. Aliás há sangue em minha volta. Estou aliviado. “Ela está viva!” foi o que disse o bombeiro. Todos estão bem. Ouço sons de metal sendo cortado, mas o som já está mais distante. A ferragem se move e sinto uma dor alucinante. Logo, logo estarei com minha família de novo. Em breve estarei com a minha Gui. Só tenho que esperar mais um pouquinho. Dou um longo suspiro e vem a minha mente minha doce Guilhermina sorrindo...

    Você me faz, você me faz tão bem
    Você me faz, você me faz tão bem


    (Música: Você me faz tão bem
    Artista: Detonautas Roque Clube
    Album: Psicodeliamorsexo&distorção, 2006)

  3. XXVI Desafio
    Tema: Letra de Música
    Período para votação: 10/06 a 14/06
    Por Lyani
    ♫ Loose ends, they tangle down
    And then take flight
    But never tie me down
    Never tie me down.Off I go.
    Where I fallIs where I land.
    ♫

    . Off I Go – Greg Laswell .

    Inspirado no seriado Grey's Anatomy
    Episódio final da 5ª temporada


    Um. Dois. Três. Respira.
    Você quer se lembrar, mas é difícil. A luz é forte demais. E tem algo te prendendo, de três em três minutos é como se algo te puxasse de volta. Você só não sabe pra onde.
    Um. Dois. Três. Afastem-se.
    Tem aquele barulho peculiar. Você acha esse barulho familiar. Você conhece esse barulho, mas não consegue se lembrar ainda. Você se esforça, mas aquela luz é forte demais.
    Um. Dois. Três. Afastem-se.
    E tem o cheiro também familiar. E sons de aparelhos, vozes nervosas, toque de mãos rápidas e habilidosas. Já fizera parte dessa correria, sabia trabalhar com esses aparelhos. E finalmente você entendeu.
    Um. Dois. Três. Afastem-se.
    Como um flash, você se vê em outro lugar. Você sabe onde está. Daquele lugar você se lembra. As paredes metálicas não são de forma alguma estranhas, e por isso está séria. Agora você sabe porque está ali, naquele elevador, vestida para o baile.
    Um. Dois. Três. Afastem-se.
    Será que você quer ir? Você não sabe ao certo o que fazer. Alguma tristeza te faz lembrar rostos, toques. Te faz ouvir alguém dizer seu nome entre lágrimas. Mas, aquela luz... É tão forte.
    Um. Dois. Três. Afastem-se.
    _/\___________________________________________________________

  4. Timidez

    08/06/2009

    por Medéia

    Você passou mais uma vez por mim nos corredores da escola. Creio que vi seu olhar encontrar o meu, mas não tenho certeza pois abaixei a cabeça um tanto tímido. Você é realmente a garota mais linda da escola.
    Com fones no ouvido posso me concentrar apenas em você, ouvindo a música que elegi para o meu amor platônico.

    Toda vez que te olho
    Crio um romance
    Te persigo, mudo
    todos instantes

    Eu me lembro da aula prática de química quando a professora nos colocou juntos para realizar um experimento. Não me lembro nem mesmo das palavras que falei. Gaguejei muito com certeza e falei bobagens. Mas lembro seu sorriso branco e seus olhos verdes. O efeito foi o mesmo do fone de meu Ipod, e eu escutava apenas a trilha sonora que elegi para nós. Nem mesmo percebi a professora me chamando.
    Falo pouco pois não
    sou de dar indiretas
    Me arrependo do que digo
    em frases incertas

    Já são meses lhe olhando, lhe admirando, lhe amando. Duas vezes estive perto de me declarar. A primeira foi naquele dia de bagunça geral na escola, quando todos estavam ajudando na arrumação da festa de São João. Eu tinha uma carta na mão e logo ali estava o seu material. Bastava colocar entre as folhas do livro de português ou do seu caderno da Pucca. Mas tive medo de ser visto.
    Se eu tento ser direto, o medo me ataca
    sem poder nada fazer
    Sei que tento me vencer e acabar com a mudez
    Quando eu chego perto, tudo esqueço
    e não tenho vez

    A segunda vez foi na própria festa de São João. Mandar prender você na cadeia e mandar me prender também foi o máximo que eu podia imaginar. Fantasiei você, linda, com seus loiros cachos, na escura cadeia feita de bambus ao lado do vestiário da escola. Só nós dois nos olhando e eu nem mesmo precisaria falar nada. Mas não imaginei que cadeias de festa fossem tão cheias e que nem mesmo conseguiria te ver.
    Me consolo, foi errado o momento, talvez
    Mas na verdade, nada esconde essa minha timidez
    Eu carrego comigo a grande agonia
    De pensar em você, toda hora do dia
    Eu carrego comigo, a grande agonia
    Na verdade nada esconde essa minha timidez
    Na verdade nada esconde essa minha timidez
    Então desisti. Não desisti de meu amor por você, mas de tentar me aproximar e confessar este entusiasmo juvenil que tomou conta de mim. Talvez passe com o tempo, talvez não. Enquanto isso, continuo ouvindo o meu mundo pelo fone de meu Ipod e escrevendo este diário.
    Talvez escreva um poema
    No qual grite o seu nome
    Nem sei se vale a pena
    Talvez só telefone
    Eu me ensaio, mas nada sai
    O seu rosto me distrai
    Cada dia que passa descubro novas formas de ver você sem dar bandeira. Escondido atrás de árvores ou paredes, eu vejo você passar, sorrindo e brincando com suas amigas. Uma vez eu estava tão perto de você que tive que me segurar para não lhe ajudar quando seu material caiu no chão. Algumas vezes penso que você percebe quando estou te olhando. Você olha ao redor como que procurando alguém e não encontra, mas acho que esta é mais uma fantasia minha, ao som de nossa trilha.

    E, como um raio,
    eu encubro , eu disfarço
    eu camuflo, eu desfaço
    Eu respiro bem fundo
    Hoje digo pro mundo
    Resolvi sair disfarçado hoje de casa. Não muito disfarçado. Só coloquei um chapéu de pescaria, um casaco enorme do meu pai e troquei de mochila com meu irmão. Talvez assim consiga chegar mais perto de você, sem você me perceber. No intervalo das aulas você estava ali no banco, de rabo de cavalo e sorriso no rosto. Calça jeans lavada e uma blusinha verde que combina com seus olhos. Você ria de algo que uma das garotas dizia e de repente você parou. Olhou ao redor novamente e acho até que me viu. Também, estúpido, é claro que estou chamando a atenção com este monte de roupa estranha.
    Você então saiu do grupo e sumiu entre os corredores. Não tive coragem de seguí-la. Estou muito chamativo hoje e você poderia perceber. O que seria então de...

    Mudei rosto e imagem
    Mas você me sorriu
    Lá se foi minha coragem
    Você me inibiu

    - Oi Gustavo! O que você faz aqui com esta roupa estranha? – ela disse com um sorriso divertido, enquanto olhava o garoto de cima até embaixo fixando-se no diário e no Ipod.
    Ele nem mesmo respondeu.
    - Posso ouvir? – ela perguntou apontando o Ipod e já puxando um dos fones de sua orelha.
    Ele continuava mudo, estático, sem conseguir se mexer.
    - Adoro Biquini Cavadão também. Posso ver o que está escrevendo aí? – novamente ela perguntava enquanto agia, tirando o diário de suas mãos.
    E ele tinha certeza que isso não era um sonho, era um pesadelo. O pesadelo de todo garoto tímido.

  5. Tema - 26º Desafio

    26/05/2009

    Queridos leitores, primeiro gostaria de agradecer pelos votos :)

    E agora, mais um desafio:

    Tema: Letra de Música ♫

    Como sou apaixonada por música e sempre me inspiro em alguma pra fazer um conto, fanfic e até poema, pensei que poderíamos fazer algo diferente dessa vez:

    Usar algum trecho de letra para inspirar os nossos textos, mas tem que ter o trecho incluído no texto. No começo, no fim, no meio. Enfim... Divirtam-se!!!!

    Prazo para postagem: 26/05 a 09/06
    Votação: 10/06 a 14/06