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  1. Um traço fino, incerto
    Um rabisco
    Na folha de papel
    Quem teria feito aquilo?
    A mão do escritor
    Incontrolável
    Escrevia verdades
    Escrevia mentiras
    Escrevia maldades
    Escrevia...
    Mas, e a idéia original?
    O livro da sua vida
    Na mente, escondida estava.
    E de lá não queria sair
    Insistia em ficar
    Trancado em sua mente.
    Soltas, as palavras
    se juntavam
    em uma história
    sem sentido
    Fugiam ao seu controle
    Já não mais lhes pertencia
    Livres
    Para contar outras histórias
    E, assim, o recomeço
    A incessante busca
    pela grande idéia
    Mais um traço aqui
    Um rabisco ali
    Suor
    Sorrisos
    Lágrimas
    A tinta acaba.
    Fecha o caderno de rascunhos
    E volta a dormir.


    Por Rê Lima

  2. 4 comentários:

    1. Medéia disse...

      Muito, muito inspirador.
      AMEI a menininha da ilustração!
      Temos outras artes além da escrita na IL.

      Parabéns para NÓS!

    2. Cris Costa disse...

      Rê,
      parabéns...
      Adorei seu texto, descreveu perfeitamente o processo criativo, a busca constante...e para fechar com chave de ouro a menininha FOFA!!!

      PS: O talento para poesia é genético? :-)

      Parabéns!!!

    3. Vivi Bastos disse...

      Adorei a parte das palavras livres fugindo ao controle do escritor. As palavras não lhe pertencem. Boa lição de desapego em uma poesia com pegada. Gostei!:)

    4. às vezes a gente fecha o caderno para dormir, pq só acorda de verdade qdo ele se abre, não?